Roberto Serra, desde os 15 anos participa dos movimentos culturais literários na capital. Hoje , com 52 anos e todo seu engajamento literário da terra, montou um projeto com o grande fotógrafo amapaense, Paulo Uchoa, que consiste na divulgação de imagens da antiga Macapá, juntamente com os poemas de Roberto Serra, em postais e cartazes. O objetivo maior, o artista mesmo pode destacar: “É resgatar a nostalgia do nosso povo, com relação à beleza urbanística de antigamente por meio de poemas e fotografias do passado”, salientou.
O artista começou suas atividades culturais aos 15 anos, quando decorou uma parte do Colégio Amapaense com poemas. Ao participar dos movimentos literários que existiam nas praças da antiga Macapá, Roberto enxergou que sua vocação era mesmo ser um poeta. Logo ingressou no Núcleo da Universidade Federal do Pará, instalada no Amapá, no curso de Licenciatura em Educação Artística. “No núcleo universitário, participei de vários movimentos de arte ao lado de professores. Isso me ajudou a amadurecer intelectualmente e artisticamente”, lembrou.
Em 2000, lançou seu primeiro livro: Cavaleiro da Lua”. Nesse tempo, percebeu o quanto a literaura local é pouco divulgada. “foi com muito sacrifício que consegui publicar meu livro. Percebo que a literatura amapaense é pouco incentivada pelos órgãos públicos. Acho que tudo deve ser estimulado nas escolas, reparei nos panfletos de santos que são vendidos nas portas das basílicas e pensei na possibilidade de divulgar a poesia da terra
A primeira vista tudo parece maravilhoso, no entanto, Roberto reclama da falta de incentivo de empresários e órgãos públicos que não colaboram com a divulgação e expansão do projeto. “Estou comercializando de forma autônoma por toda a orla do Araxá. Vendo para turistas e pessoas interessadas na arte local”, conta. Porém, o artista revela seu grande sonho. “Meu desejo é ver essas obras chegando até as escolas, pontos turísticos e por que não, estampadas
Karen Pimenta (Tribuna Amapaense de 28/03/2009)
