segunda-feira, 21 de março de 2011

MUNDO ESTÁ DIVIDIDO SOBRE AÇÃO MILITAR NA LÍBIA

LONDRES (Reuters) A comunidade internacional está profundamente dividida na segunda-feira quanto à ação militar na Líbia, apenas alguns dias depois de a ONU ter aprovado uma resolução estabelecendo uma zona de exclusão aérea sobre o país, a qual permitiu ataques aéreos do Ocidente para proteger os civis das forças do líder líbio, Muammar Gaddafi.

Na votação sobre a zona de exclusão aérea no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, na quinta-feira, a Rússia e a China se abstiveram, mas fizeram críticas cortantes contra a operação. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, comparou a campanha aérea às 'cruzadas medievais.'

Essa linguagem altamente emotiva fez com que ele fosse raramente censurado por seu ex-protegido, o atual presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, que disse que o país não iria tomar parte em nenhuma coalizão militar na Líbia, mas estava aberto a um papel na manutenção da paz.

As divisões na questão, também presentes no âmbito dos aliados europeus, Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e no mundo árabe, refletem distintas agendas domésticas e metas de política externa.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, disse respeitar a resolução da ONU que autorizou a ação militar na Líbia, mas questionou no fim de semana a necessidade de bombardeios pesados que, segundo afirmou, mataram muitos civis.

'Nós respeitamos a resolução da ONU e não há conflito quanto a isso, especialmente por ter indicado que não haveria invasão, mas que protegeria os civis daquilo a que estão sujeitos em Benghazi', declarou Moussa.

A campanha aérea ocidental, liderada por França, Estados Unidos e Grã-Bretanha, dividiu os Estados membros da Otan. A Alemanha disse que as críticas da Liga Árabe à operação justificavam sua decisão de não se envolver.

'Nós calculamos os riscos. Se vemos que apenas três dias depois do início da intervenção, a Liga Árabe critica, acho que tivemos boas razões', afirmou a repórteres o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle.

MUNDO ÁRABE DIVIDIDO

O mundo árabe também se dividiu na questão. Aviões do Catar se uniram aos ataques das forças internacionais para impor a zona de exclusão aérea na Líbia. O Iraque disse apoiar a intervenção, embora o influente clérigo xiita Moqtada al-Sadr a tenha condenado.

Os rebeldes líbios aprovaram a campanha aérea, mas dizem querer tomar por si mesmos a capital, Trípoli, e não querem a entrada de tropas estrangeiras no país.

Os EUA, que mantêm tropas no Iraque e Afeganistão, descartaram a possibilidade de enviar forças terrestres. Já o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, disse que os países árabes não queriam que a operação militar fosse conduzida pela Otan.

A Turquia, aliado-chave da aliança militar ocidental, se mostrou cética quanto a qualquer participação da Otan e o primeiro-ministro Tayyip Erdogan declarou que a operação militar contra as forças de Gaddafi deveria terminar o mais rápido possível, de modo que os líbios possam determinar o próprio futuro.

A China aumentou suas críticas contra a operação na Líbia. Seus jornais oficiais acusaram os países envolvidos na campanha aérea de violar as leis internacionais e provocar mais turbulência no Oriente Médio.

(Por Jon Boyle)

segunda-feira, 14 de março de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE - FORMAÇAO DA CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

A Campanha da Fraternidade deste ano apresenta uma proposta de formação da consciência ambiental. Essa proposta tem como fundamento a obra criadora realizada por Deus e a nossa responsabilidade diante dela.
De fato, como seres criados por Deus e pertencentes à natureza humana, tendemos a nos realizar no que diz respeito à nossa espiritualidade quanto ao fato de sermos seres naturais. Para isso, precisamos escolher - ao longo da nossa vida - as propostas feitas por Deus na obra da criação, uma vez que somos seres naturais, moldados do barro, mas temos a dimensão espiritual, recebemos o sopro de Deus (cf.Gn 2.7).
Quando Deus nos criou, confiou-nos a obra criada, a qual devemos dominar. O domínio não deve ser exercido de acordo com critérios humanos de relação de poder. A palavra dominar vem de domínus, que significa senhor. Dominar verdadeiramente significa exercer o senhorio segundo o modelo do Senhor, o próprio Deus.
Deus nos colocou no jardim que é o nosso planeta e nós somos convocados a cuidar dele segundo o modelo de Deus - que é quem cria, abençoa, possibilita o crescimento e cuida.
a nossa relação com o meio ambiente deve orientar-se de acordo com essa perspectiva. Somos responsáveis pelo jardim que é o nosso planeta, e cuidar dele é uma necessidade. Com base nesse princípio é que deve ser formada a consciência ambiental de todos os cristãos, para respeitar a natureza, promover a sua preservação, evitar a poluição e a degredação do meio ambiente e, principalmente, garantir a sua continuidade. Todo cristão deve contribuir para que a natureza continue sendo grande benção para todas as pessoas e revele o amor eterno do Deus criador.

Pe. José Adalberto Vanzella - Secretário Executivo da R. Nordeste 5.