TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
O computador enquanto tecnologia da inteligência
pode transformar os modos de conhecer que se dão nos ambientes de produção de
conhecimento, na produção de novos espaços e nas práticas de construção
coletivas. Desta forma, esta experiência passa a ser ação prática de
conhecer/relacionar/transformar incluindo os sujeitos imersos no projeto em
outras dimensões não naturais a eles.
O
século 19 foi uma época onde a maior busca, o que mais valia para o ser humano,
era o crescimento espiritual, a compreensão do mundo e das ideias. Já o século
20 foi um século marcado pelo “capital”, onde a busca maior era o “bem
material”. Porém, as transformações, no modo de vida ocorridas principalmente
no final desse século, resultadas da nova economia “tecnológica”, já estão
transformando a propriedade num
modelo antiquado, sendo substituído pelo conceito de acesso. Entra-se então na
era do acesso, ou seja, na era do @.com. Aqueles que forem excluídos desse
acesso ao capital intelectual, força motriz dessa era, estarão fatalmente
condenados a uma exclusão social de graves consequências, vivendo a margem da
sociedade sem a possibilidade de exercer plenamente sua cidadania.
A necessidade de se levar à informática com todo seu
potencial de informação, comunicação e interação, aos milhares de brasileiros
excluídos é urgente. Mas isso não bastaria! É
necessário ensinar as pessoas a lidar com a tecnologia, fazer com que essa
tecnologia se torne uma ferramenta acessível e cotidiana na vida da maioria. A
mesma tecnologia que acentua as desigualdades dessa era pode promover a
inclusão.
A Tecnologia não causa mudanças apenas no que
fazemos, mas também em nosso comportamento, na forma como elaboramos
conhecimentos e no nosso relacionamento com o mundo. Vivemos num mundo
tecnológico, estruturamos nossa ação através da tecnologia, como relata
KERCKHOVE, na Pele da Cultura “os media eletrônicos são extensões do sistema
nervoso, do corpo e também da psicologia humana”.
De
acordo com (FRÓES) “Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais:
a multimídia, a Internet, trazem novas formas de ler, de escrever e, portanto,
de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode
registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo
datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar
o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como
consequência, a um pensar diferente.”
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