Ao longo dos últimos anos, percebe-se que o professor necessita
ser fluente no uso das tecnologias para que ele possa usá-la com habilidade,
esse é o grande desafio do professor, usar fluentemente os meios tecnológicos
como ferramenta que irá auxiliá-lo no desenvolvimento da construção do
conhecimento e para tanto, deve-se criar mecanismos, metodologias inovadoras
para que as tecnologias façam parte do dia a dia da sala de aula como
ferramenta significativa do processo ensino aprendizagem.
Para
tanto, os profissionais da educação devem estar preparados para esse novo
desafio, pois é importante que o professor esteja atento para o uso responsável
dessa nova tecnologia, potencializando uma aprendizagem significativa para o
educando. Existem múltiplas facilidades de se introduzir as novas tecnologias
na educação, porém, ela deve ter o acompanhamento de uma concepção de educação
que oriente esse trabalho.
Pois
para José Carlos Libâneo, a educação precisa possibilitar ao cidadão uma
relação de autonomia, de criticidade e construtiva com a cultura em sua
diversidade de manifestações, sendo que essa formação crítica democrática e
totalizadora aconteça através da mediação do professor que atue em ambiente
escolar capaz de favorecer esse aprendizado.
Para
ele, devido o avanço das tecnologias e dos meios de comunicação, tem se
cogitado a existência de uma sociedade sem essa escola e seus professores, os
quais seriam substituídos pelos meios tecnológicos, causando assim, uma certa
insegurança em alguns profissionais temerosos a tecnologização da educação,
porém, se sabe que isso jamais acontecerá, o máximo a ser feito, é o professor
que potencialmente tenha domínio dessas tecnologias, substituir aquele que não
está habilitado em utilizar essas novas ferramentas pedagógicas.
O
computador, segundo a concepção Behaviorista,
facilita o processo ensino aprendizagem, entretanto, nesta concepção, a informação
é memorizada e nesse sentido, as ferramentas tecnológicas, não são exploradas
potencialmente em todas as suas dimensões, limitando o aluno em sua pesquisa e
fonte de conhecimento, não favorecendo a sua criatividade e criticidade.
Segundo
outra concepção de aprendizagem, o construtivismo,
o computador como um dispositivo a ser programado, através do qual o indivíduo
utiliza-se de toda sua estrutura cognitiva para descrever para a máquina os
passos para se resolver problemas, utilizando para tanto, uma linguagem de
programação, que é a linguagem usada pelo computador, a evolução da descrição
do problema será executada pelo computador, a qual dará inicio ao feedback
daquilo que o computador solicitou a mente do usuário, fazendo com que este
reflita sobre o que lhe foi solicitado, neste sentido o aluno tem a capacidade
de encontrar e corrigir seus erros e o professor entender o que os alunos
aprendem, esse processo de achar e corrigir os erros constitui uma oportunidade
única para o aprendiz, possibilitando a ele construir seus conceitos e
descobrir novas estratégias para a resolução de problemas. Neste sentido, o
professor é o mediador, que auxiliará o aluno na resolução de problemas, a qual
está fundamentada na teoria de Piaget, que diz:
“O conhecimento não procede apenas
da programação inata do sujeito e nem de sua única experiência sobre o objeto,
mas é resultado tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio, quanto das
articulações e desarticulações do sujeito com seu objeto”.
Portanto,
as novas tecnologias auxiliam o aluno a concluir seu processo de construção e
reconstrução do seu conhecimento, levando-o a entender, criar e recriar
conceitos a partir da sua realidade e do seu entendimento e leitura dessa
realidade.
Aqui
está o grande potencial das novas tecnologias, pois ela está disponível para
toda a sociedade com uma riqueza de informações e contribuições, possibilitando
ao indivíduo uma ampla reflexão da sua realidade, com a capacidade de
potencializá-lo a melhorar o mundo a sua volta, esse é o reflexo das novas
tecnologias e suas potencialidades inerentes à educação. Elas são responsáveis
pelas transformações ocorridas em todas as áreas do conhecimento, em todos os
ambientes da vida em sociedade e na escola, tem se mostrado eficiente nesse
processo de construção e inovação do conhecimento, onde professores e alunos
interagem na coletividade desse processo.
Prof. Manoel Pinto
REFERÊNCIA
BIBLIOGRÁFICA
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? : novas exigências educativas e
profissão docente / José Carlos Libâneo. – 6. ed.- São Paulo : Cortez, 2002.
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